
Com reajuste do IOF, seguro médico, de carro e até Dpvat
ficam mais caros
SÃO PAULO - Com o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras),
operações de seguro, convênio médico e até o Dpvat (seguro obrigatório de
veículos) ficarão mais caros. Conforme o Decreto 6.939, publicado em 3 de
janeiro, haverá aumento de 0,38 ponto percentual na alíquota cobrada nessas
operações.
A percentagem é calculada sobre o total da operação, sendo o valor de referência
apresentado no boleto bancário da fatura a ser paga pelo cliente/contribuinte.
No caso do convênio médico, cuja incidência era de 2% ao ano, a cobrança será de
2,38%. Para o Dpvat, que era de 0,2%, segundo a Susep (Superintendência de
Seguros Privados), passará a 0,58%.
Incidência
De acordo com a Receita Federal, no que diz respeito a operações de seguro, a
incidência do IOF funcionava da seguinte forma:
2% nas operações de seguros privados de assistência à saúde. Agora: essa
percentagem fica em 2,38%;
Zero nas operações de resseguro. Agora: essa percentagem fica em 0,38%;
Zero para seguro vinculado a financiamento de imóvel habitacional, realizado por
agente do SFH (Sistema Financeiro da Habitação); de crédito à exportação e de
transporte internacional de mercadorias; operações em que o valor dos prêmios
seja destinado ao custeio dos planos de seguro de vida com cobertura por
sobrevivência; rural; de seguro aeronáutico e de seguro de responsabilidade
civil pagos por transportador aéreo; em que o segurado seja órgão da
Administração Pública Federal, Estadual, do Distrito Federal ou Municipal,
direta, autárquica ou fundacional. Agora: essas percentagens ficam em 0,38%;
Zero: operações de seguro de vida e congêneres, de acidentes pessoais e do
trabalho, excluídas aquela referente aos planos de seguro de vida com cobertura
por sobrevivência. Agora: essa percentagem fica em 0,38%;
7% nas demais operações de seguros, como o de automóvel. Agora: essas
percentagens ficam em 7,38%.
Entenda
Com o reajuste do IOF, será praticada uma cobrança extra de 0,38% sobre o valor
da operação.
Pessoas físicas que tomarem um empréstimo ou um financiamento arcarão com uma
alíquota diária do tributo de 0,0082%, em lugar do 0,0041% cobrado
anteriormente. O gasto anual com o imposto, que era de 1,5%, mais que dobrou,
atingindo, portanto, 3,38%. Para jurídicas, que era de 1,5%, a cobrança será de
1,88%.
Conforme o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), com o aumento
do IOF, o contribuinte arcará com R$ 45 a mais por ano com o imposto, dobrando o
atual gasto. O reajuste das alíquotas renderá arrecadação de R$ 8 bilhões aos
cofres públicos por ano e veio para compensar parte da perda que a
não-prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória´ sobre Movimentação Financeira)
trará aos cofres públicos.
Fonte: Infomoney